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Olinto Daio, Ministro da Educação, Ciência e Cultura Olinto Daio, Ministro da Educação, Ciência e Cultura Fonte: facebook.com/educacao.stp/

Antigos Ministros da Educação de STP reúnem-se esta quinta-feira em São Tome para debaterem a política do ensino no país‏.

Escrito por  RNSTP Dez. 09, 2015

Os antigos ministros da Educação de São Tomé e Príncipe vão reunir-se esta quinta-feira, dia 10, no Hotel Pestana num “Breakfast” para debater a problemática do ensino no País.

 

Os antigos titulares da pasta da Educação dos “sucessivos” Governos da República pretendem com este encontro, encontrar estratégias adequadas e eficientes e reflectirem sobre a melhoria do desempenho educativo em São Tomé e Príncipe, numa altura em que o País, celebrou no passado 12 de Julho, o “Quadragésimo Aniversário da sua Independência Nacional”.

À propósito, o actual Ministério da Educação, Ciência e Cultura, liderado por Olinto Daio, na prossecução desta iniciativa, constatou que “de facto ao longo desses 40 anos, o Ministério da Educação, sob a tutela de vários ministros, procurou proporcionar uma educação e formação de qualidade  para todos os sãotomenses, sem excepção”. 

 

Do diagnóstico feito do sistema educativo nacional, as actuais autoridades educativas nacionais “depreendem-se que progressos notáveis foram alcançados nos últimos anos, particularmente nos domínios do acesso e da qualidade de género. A taxa de escolarização, no ensino básico, ronda cerca de 97,9%. Um ganho que é fruto das diversas políticas educativas adoptadas ao longo destes 40 anos”.

O Ministério da Educação, Ciência e Cultura, reconhece, no entanto, que “muito está por fazer nos domínios da eficiência e da qualidade do ensino, da gestão escolar e da formação do corpo docente”.

 No quadro da realização desta iniciativa, a qual o Ministério da Educação, Ciência e Cultura, convencionou chamar-se de “Breakfast” há a destacar ainda que “os desafios são enormes” e que se tem uma cobertura do ensino pré-escolar deficitária, que deixa mais de 72% das crianças sem qualquer preparação para o ensino primário”. E como se não bastasse, “cerca de 21,6% dos jovens não têm acesso ao primeiro ciclo de secundário e 78,9% não têm tão pouco acesso ao segundo ciclo do secundário. A isto acrescenta-se os cerca de 60% de professores que não possuem a formação pedagógica necessária para leccionar e apenas 38% de professores do ensino básico que detêm conhecimentos científicos e curriculares, nas áreas de Matemática e da Língua Portuguesa, onde a taxa de reprovação no Ensino Básico é de 18,9%, enquanto que no secundário no dois ciclos, primeiro e segundo é de 20,98% e 2,39%, respectivamente.