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CONSELHEIROS DO CSI DENUNCIAM "MAU CLIMA" NO FUNCIONAMENTO DO ÓRGÃO

Escrito por  rnstp Out. 31, 2017

Está instalada a polémica no seio do Conselho Superior de Imprensa (CSI) à propósito da última deliberação tomada por este órgão colegial sobre os recursos apresentados pelos partidos PCD e MLSTP/PSD contra a TVS.

 

O Conselheiro Ambrósio Quaresma, membro do CSI, deixou a entender sexta-feira, dia 27, à Imprensa que a deliberação não tem fundamento.

“A verdade é que nós também tomamos conhecimento desta deliberação quando nós funcionamos como um órgão colegial. Toda gente deve participar numa reunião para fazer alguma deliberação o que não aconteceu. Nós não conhecemos o conteúdo da queixa que o MLSTP e o PCD alegadamente fizeram ao Conselho Superior de Imprensa. Nós não conhecemos o conteúdo. Só tomamos conhecimento. Aliás o jornalista ao constar isso porque nenhuma deliberação que foi tornada pública na comunicação social todas elas constavam a nossa assinatura. E essa não consta porquê? (…) Para dizer que essa deliberação não é legal. Não é crível ou seja não tem qualquer credibilidade porque nós achamos que tem motivos político-partidários (…)” -declarou.

Para Aurélio Silva, outro Conselheiro do CSI, o entendimento é que este órgão está mergulhado numa crise.

“Está claro e evidente que estamos perante uma crise à nível do Conselho Superior de Imprensa. E eu digo que esta crise não foi instalada…não iniciou apenas com este acto incorrecto, mas é sim um conjunto de atitudes que foi acumulando ao longo dessa legislatura ... Nós confrontamos primeiro com uma atitude no dia 3 de Maio (…)” -- precisou Aurélio Silva 

Ambrósio Quaresma denunciou também o facto do CSI não ter participado na Conferência Internacional da Plataforma das Entidades Reguladoras (PER) que decorreu na capital moçambicana, Maputo.

Um dos pontos da deliberação adoptada orientava a TVS no sentido de conceder “imediatamente” aos partidos MLSTP/PSD e PCD o exercício de direito de resposta no próximo programa “50 Minutos” ou num espaço equivalente no prazo de 20 dias sob pena de extracção de certidão dos autos e o seu envio para o Ministério público para uma eventual responsabilização criminal por “crime de desobediência qualificada” ao abrigo da alínea c) do artº. 60 – Lei da Televisão.

Os dois conselheiros do CSI denunciaram também a existência de “mau clima” de trabalho no referido órgão e pediram a intervenção da Assembleia Nacional.

 

 

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