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Documentário, Serviçais das memórias a identidade, vence prémios do Festival itinerante de Língua Portuguesa, FESTIN 2018.

Escrito por  rnstp Mar. 08, 2018

Serviçais das memórias a identidade, documentário que resgata a memória do trabalho forçado nas roças de cacau e café de São Tomé e Príncipe, realizado por Nilton Medeiros com a produção de Jerónimo Moniz, Victor Pires e Magdalena Bialoborska, foi o grande vencedor da noite na gala de cerimonia de entrega de prémios do Festival itinerante de Língua Portuguesa, FESTIN 2018.

 

A entrega de prémios aconteceu na noite do dia 6 de março no Cinema São Jorge em Lisboa, na presença de centenas de convidados ligados a sétima arte dos países Lusófonos. 

Serviçais das memórias a identidade concorreu na categoria de documentários e venceu o prémio de melhor documentário eleito pelo público no FESTIN 2018, e recebeu ainda uma Menção Honrosa do júri pelo contributo para a história de países de Língua Portuguesa. 

De salientar que São Tomé e Príncipe é o primeiro país do grupo de Países Africanos de Língua Portuguesa que conseguiu arrecadar prémios na história do FESTIN na categoria de documentários. 

Este reconhecimento do mérito atribuído pelo júri do FESTIN 2018, só vem demonstrar que com pouco se pode também fazer muito e bem feito. 

Para aqueles que ainda não puderam ver "Serviçais das memórias à identidade", documentário que continua a despertar interesse de muitos com destaque para historiadores e investigadores pela sua abordagem pode ler de seguida a sinopse do mesmo. 

"Depois do achamento, São Tomé e Príncipe envolveu-se no tráfico de escravos e a primeira economia de plantação foi baseada na monocultura de cana-de-açúcar. 

Nos finais do século XIX, depois da introdução do café e do cacau, a abolição da escravatura obrigou os colonos portugueses a contratação de mão-de-obra de Angola, Moçambique e Cabo Verde, que abriria caminho para o trabalho forçado. 

Passados mais de meio século desde a chegada dos últimos serviçais cabo-verdeanos, as antigas barreiras coloniais não desapareceram completamente. 

Muitos ainda vivem à margem da sociedade, remetidos ao seu destino nas roças onde tentam encontrar o seu sustento".